Suprema Corte das Filipinas anula acordo de energia marítima com a China do Sul.

A Suprema Corte das Filipinas determinou na terça-feira que o acordo de exploração de energia assinado em 2005 com empresas chinesas e vietnamitas é contrário à constituição do país, pois proíbe que entidades estrangeiras explorem recursos naturais.
A decisão, proveniente de um acordo que venceu em 2008, pode dificultar os esforços da China para retomar as negociações de exploração de petróleo e gás com as Filipinas em áreas do Mar da China do Sul que não estão em disputa. O tribunal não explicou por que a sentença foi emitida 14 anos após a petição ter sido apresentada.
Durante muitos anos, a China e as Filipinas têm discutido questões relacionadas à soberania e aos recursos naturais no Mar do Sul da China, culminando em um importante caso de arbitragem em 2016 que foi vencido por Manila.
As tentativas de encontrar uma maneira legalmente aceitável de colaborar na exploração de energia têm enfrentado obstáculos frequentes.
Em junho do ano passado, o governo filipino anterior desistiu da última tentativa, mencionando limitações constitucionais e preocupações com a soberania.
O Presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr, afirmou que seu país precisa buscar formas de aproveitar suas reservas de energia não exploradas na zona econômica exclusiva, mesmo sem a expertise da China, antes de sua recente viagem ao país.
A China afirma controle sobre a maior parte do Mar da China Meridional, o que tem dificultado para as Filipinas atrair investidores estrangeiros devido à interrupção das atividades de exploração de energia. Mesmo com um tribunal de arbitragem esclarecendo os direitos de Manila, a situação permanece desafiadora.

A Suprema Corte anulou na terça-feira um acordo que havia sido feito entre as empresas estatais de petróleo das Filipinas, China e Vietnã, que abrangia uma área de 142.886 quilômetros quadrados no mar.
Ele determinou que a ação era ilegal com base na disposição constitucional que estabelece que o governo das Filipinas deve regular e fiscalizar as atividades e as empresas envolvidas devem ser majoritariamente de propriedade de cidadãos filipinos.